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ultima ceia, desenho digital, ilustracao

 

Grafolio Gifs

Gifs da plataforma Grafolio de autoria do ilustrador digital Tagtraum ♥ 
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Fotografias de Jen Zahigian

Apaixonada pelas cores saturadas nas fotografias da americana Jen Zahigian. Dá vontade de pegar a toy camera e sair lomografando por aí <3

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Juanjo Sáez & A Arte

Das felizes descobertas que fazemos muito por acaso numa ida rápida a livraria:

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“A Arte: Conversas imaginárias com minha mãe” é o título do último livro do ilustrador catalão Juanjo Sáez, recentemente lançado no Brasil. O livro é uma espécie de Pequeno Príncipe crescido (e meio boca-suja!) em que, através de ilustrações bonitinhas e textos que misturam autobiografia e diálogos (e situações) ficcionais, o autor nos fala de maneira sensível, divertida e por vezes, bastante sarcástica – sobre o sentido da arte, além de dar conselhos sobre como apreciá-la, enquanto nos apresenta brevemente à vida e obra de pessoas como Salvador Dalí, Andy Warhol e Miró. ♥

Além de nos presentear com uma leitura super gostosa e acessível, Sáez também nos apresenta uma obra bastante reflexiva em toda sua sutileza. É um ótimo livro para os amantes das artes em geral, desde os já iniciados até quem está começando agora a descobrir esse universo.  Recomendadíssimo!

Algumas ilustrações do livro:

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Arte – Conversas imaginárias com minha mãe, A.

Sáez, Juanjo.
Editora: WMF Martins Fontes
1ª Edição
264 pgs.
ISBN-139788578276928

Wearable Art

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A artista californiana, Kindah Khalidy, produz uma linha roupas e acessórios em edição limitada, baseados em alguns de seus quadros e esculturas, e olha só quanta coisinha legal e artsy integra o acervo da artista:

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Picasso Fashion

O fotógrafo Eugenio Recuenco resolveu ambientar algumas obras de Picasso a um contexto fashionista. O resultado foi essa série de imagens lindas demais.

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Link Love: 5 coisas bacanas

  • 1 – Fiquei encantada quando vi essa postagem do Idea Fixa falando um pouquinho sobre uma exposição com as roupas de Frida Kahlo, bem como, a relação da artista com o figurino.

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  • 2 – Dica para quem quer decorar com estilo: o blog dcoração indicou mês passado um acervo online de posters vintage super legais, e o melhor de tudo: grátis!poster-vintage-download
  • 3 – Uma das coisas mais bacanasa que vi: Strandbeest projeto do artista Theo Jansen, que criou esculturas gigantes que CAMINHAM com a força do vento. Achei emocionante, mesmo! Dá o play! Via Paper Dream.
  • 4 – A marca londrina Debenhams levou a sério o conceito de moda inclusiva e criou esse lookbook lindo. Vi no Refinery 29.moda inclusiva - loobook debenhams
  • 5 – E, por último, mas não menos importante: Um diário virtual com cartas deixadas por um pai para seus filhos no futuro. LINDO! ♥. Via Revista TPM.

    do seu pai

Ilustrações de Alexandra Levasseur

Apenas encantada com o trabalho lindo da ilustradora canadense, Alexandra Levasseur. Diz ela que suas inspirações vêm de  uma mistura de amor, tristeza, solidão e memórias da infância ♥

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Raridade: a Alice de Salvador Dalí

Alice no País das Maravilhas é um clássico que desde sua publicação, em 1865, vem inspirando muita gente por aí. Tamanho fascínio que a obra exerceu durante gerações pode ser constatado em uma das primeiras películas produzidas na história do cinema, (e uma das mais longas da época) datada de 1903, a Alice, de Cecil Hampton e Percy Stow. Desde então, o universo do livro de Lewis Carroll parece ter deixado sua marca no inconsciente coletivo, afinal, inúmeros foram os artistas que se inspiraram nesse universo para produzir obras de arte, sendo que um destes artistas é ninguém mais, ninguém menos que Salvador Dalí! O gênio do surrealismo também fez sua contribuição para o acervo de produções artísticas que têm o clássico como pano de fundo. As ilustrações de Dalí, referentes a cada um dos capítulos da obra (são 12 no total), foram transformadas em livro publicado em 1969 pela New York’s Maecenas Press-Random House. Mas é claro que tamanha raridade tem seu preço: U$12.900! A parte boa disso tudo é que, graças à internet, a gente pode conferir todas essas ilustrações por aqui sem precisar pagar nada por isso.

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via Brainpickings.

A arte de ser criança no Cinema Francês

Quem acompanha o blog no facebook (curte aqui) já está sabendo que hoje o THC comemora 2 anos de existência! E eu aproveito a data especial para anunciar a estréia de um novo colaborador por aqui: o Thomson (amigo querido e cinéfilo apaixonadíssimo). Vamos acompanhar!

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O cinema, ao contrário da literatura, é uma arte onde há pouco espaço para a imaginação do espectador. A visão da trama desenvolvida na película é moldada pelo diretor e pelo roteirista que delegam ao protagonista a árdua tarefa de convencer o público a criar empatia com o que é narrado. Cientes disso, os cineastas franceses lançam mão de um recurso eficaz que ao longo de sua história reforça o entendimento de porque a França foi palco das principais transformações sofridas no mundo da imagem em movimento. Estou falando aqui da inserção de crianças como protagonistas, os pequenos notáveis além de trazerem consigo o “fator fofura” (que pesa muito na hora da divulgação do filme) demonstram ter um talento excepcional diante das câmeras.

A explicação para essa multiplicação de menores nas telonas é bem simples: ninguém enxerga melhor o mundo do que uma criança. Das narrativas mais triviais às mais complexas a presença do elenco-mirim traz ao filme um ar de renovação, de esperança e leveza.Talvez por isso os cineastas franceses não deixem de incluir crianças em seus argumentos, ademais quando o diretor tem a vantagem de poder moldar o seu mini ator, de extrair dele expressões e sentimentos mais naturais. Sem esquecer o fato de que eles são menos exigentes ($$$$). Assim não tem como não resistir, não é verdade?

Para que você mesmo possa constatar como uma criança pode suavizar até o tema mais sombrio ou dar sentido às estórias mais simples, sugiro alguns filmes que, em minha opinião, compõem um interessante panorama sobre a hegemonia francesa nesse ramo. Ah! o melhor é que assim como os seus protagonistas todos esses filmes são pequenos, dá pra você assistir vários e um dia só!

Brinquedo proibido (Jeux Interdits, 1952)

Preparem seus lenços para receberem muitas lágrimas! Essa obra multipremiada (Vencedora do Oscar de Melhor Filme Estrangeiro) de René Clément, que traz como pano de fundo a 2ª Guerra Mundial, gira em torno de Paulette (Brigitte Fossey) órfã de pai, mãe e cachorro (não chore ainda, é só o começo) que logo após presenciar o extermínio de sua família, foge carregando o seu cachorrinho morto até encontrar Michel Dollé (Georges Poujouly) filho dos fazendeiros que acolhem a menina. Juntos os garotos decidem enterrar o animalzinho de estimação que a garota trouxe consigo e para que ele não fique sozinho criam um cemitério de bichinhos. Assim surge uma fantasia para lidar com o trauma da morte e os horrores da guerra. Essa película foi pioneira ao retratar temas tão sombrios através do olhar inocente das crianças.

Os incompreendidos (Les quatre cents coups, 1959)

Filme de estreia de François Truffaut no movimento cinematográfico denominado Nouvelle Vague encabeçado por ele, André Bazin, Godard e outros revolucionários, esta película que traz Antoine Doinel (Jean-Pierre Léaud), uma espécie de alter ego do diretor, aborda a conturbada relação familiar de seu protagonista que encontra na delinquência a válvula de escape para o seu descontrole emocional. Rodado quase que totalmente nas ruas de Paris, o que torna a cidade uma personagem da trama na medida em que acolhe o garoto na sua selva de pedra onde a beleza de sua arquitetura esconde o declínio social que assola algumas famílias. Com um shot final icônico (provavelmente você já tenha visto a cena) que até hoje ilustra várias publicações sobre cinema, essa obra é um retrato intenso da infância.

O pequeno Nicolau (Lê Petit Nicolas, 2009)

Um dos filmes mais divertidos que já tive a oportunidade de assistir. Baseado na série de livros criada pelo cartunista e ilustrador Jean-Jacques Sempé e por René Goscinny, a trama traz um olhar para as coisas simples da vida e para a imaginação extremamente fértil das crianças. Tudo começa quando Nicolau (Maxime Godart, em sua estreia nas telonas) equivocadamente descobre que ganhará um irmão, tomado por um turbilhão de pensamentos fantasiosos e ingenuamente divertidos o garota tenta, juntamente com os seus amigos (cada um mais engraçado que o outro), traçar um plano para se livrar do seu irmãozinho. O universo lúdico é bem explorado através da direção de arte e da fotografia iluminada e colorida que dão o tom perfeito à obra.

A guerra dos botões (La Guerre des boutons, 1962)

Essa adaptação do livro homônimo de Louis Pergaud, dirigida por Yves Robert gira em torno da rivalidade existente entre um grupo de crianças de dois povoados vizinhos que levam os botões das roupas de seus “prisioneiros de guerra” como uma espécie de troféu. A premissa aparentemente simples traz consigo debates sobre o republicanismo; os ideais de liberdade, igualdade e fraternidade; o valor das amizades; o amadurecimento e por fim em sua conclusão bastante sábia e otimista reafirma a pureza dos sentimentos imaturos (ou melhor, maduros) das crianças quando comparadas aos adultos. Entre as quatro versões já filmadas dessa estória (1936, 1967, 1994 e 2011) dê preferência a esta de 1962 ela é a que aparentemente melhor traduziu o espírito da obra original.

Tomboy (Tomboy, 2011)

Audaciosa e bem-sucedida em sua abordagem sobre a homossexualidade, esta película acompanha a estória de Laure (Zoé Héran, em um desempenho superlativo) a garota que ao se mudar para uma nova vizinhança decide adotar a identidade de Michaël, logo começa a se enturmar com os seus novos amigos e a alimentar uma paixão por Lisa (Jeanne Disson), uma moradora do condomínio. Nesse circulo vicioso de faz de conta, a mentira de Laure vai tomando proporções cada vez maiores. A trama explora de forma imparcial a descoberta da sexualidade da garota e traça o caminho entre a aceitação desse fato e a gênese do preconceito. O trabalho da diretora Céline Sciamma com o elenco-mirim para dar vida a essa trama tão peculiar e delicada sem dúvida fez toda a diferença.

Bem, espero que vocês tenham gostado desse post, se tiverem mais alguma sugestão de filme compartilhem conosco! Aninha (♥) muiiiiiito obrigado pelo convite! É uma honra estar aqui no THC por onde já passou tanta gente legal!

por Thomson Albuquerque.