Category Archives: cultura

Recomendo: Sites nacionais sobre estilo de vida sustentável

Meta: viver uma vida com mais autonomia sobre minhas necessidades (sejam elas físicas, psicológicas, mas principalmente de consumo de bens) e em maior comunhão com a natureza. Tenho buscado há algum tempo fazer isso através da minha espiritualidade, do contato com as práticas do sagrado feminino, da afinidade que partilho com os movimentos de D.I.Y.  E sempre busco estar em contato com blogs e pessoas que produzam material relevante sobre algumas de minhas temáticas favoritas como: consumo consciente e beleza e cosmética natural.
Em geral, a maior fonte de materiais nessas áreas são gringas, mas alguns blogs e marcas nacionais têm prestado um ótimo trabalho na divulgação de conhecimentos na temática ecológica. Trago hoje alguns que conheci e achei inspiradores com a pretensão de fazer essa lista crescer cada vez mais 🙂

Modefica

Focado no veganismo e no ecofeminismo. Fala sobre moda, beleza, arte e comportamento, sempre pautados no viés da sustentabilidade e do consumo consciente. Também produz conteúdo com dicas de cosmética D.I.Y. como as que já compartilhei por aqui. Dentre as colaboradoras de conteúdo destaco a Mona Soares da Ewé Alquimias que é uma super referência na cosmetologia natural e uma grande inspiração para mim <3
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Acorda, bonita!

Um dos meus favoritos: Conheci a Karina através de um grupo de cosmetologia natural e logo me encantei pelo trabalho dela. A proposta do “Acorda, bonita!” é falar sobre beleza fora da caixinha do senso comum e com uma abordagem holística. A Karina é uma super referência nacional também para as meninas cacheadas adeptas do No/Low Poo. No blog dela dá pra aprender sobre aromaterapia, cosmética natural, cuidados femininos e se inspirar para tentar aplicar na prática o conceito de slow-living (e slow beauty) instagram – youtubefacebook

Um ano sem lixo

A Cristal Muniz criou o blog como um auto-desafio: produzir a menor quantidade de lixo possível até o fim de 2015. O projeto segue firme e forte e a designer  continua produzindo conteúdo inspirador para quem pretende levar uma vida com maior consciencia ambiental. Lá você pode aprender sobre compostagem doméstica,  práticas de decluttering (destralhar, desacumular) e consumo consciente. PinterestFacebookInstagram

Insecta Shoes

Blogs vinculados a marcas costumam trazer propaganda demais e conteúdo de menos, mas felizmente esse não é o caso do blog da Insecta Shoes. A marca tem uma proposta super interessante: eles produzem calçados (lindos) e veganos, produzidos a partir do reaproveitamento de tecidos garimpados em peças de brechó. E o blog, idem! Sempre traz novidades e informações valiosas! PinterestFacebookInstagram

Camile Carvalho e o Vida  Minimalista
A Camille Carvalho é professora e pesquisadora de yoga e possui dois blogs recomendadíssimos: o que leva seu nome foca mais no auto cuidado e transformação pessoal, enquanto o vida minimalista é totalmente focado no consumo consciente e slow living. Baseado nos conceitos do Zen, Mindfulness, Slow Living e Simplicidade Voluntária, o Vida Minimalista te inspira a desapegar do que não te serve mais e consumir de forma mais consciente para que possamos cuidar melhor do nosso planeta.
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Jardim do Mundo

Projeto lindinho do casal Emi e Lara que com apenas 1 mês de namoro, resolveram deixar todos os bens materiais e virarem cidadãos do mundo. Além do conteúdo inspirador para exploradores mochileiros, o site reúne muito conteúdo útil sobre estilo de vida sustentável, alimentação, etc. InstagramFacebook

 

 

Oscar 2013 – Nossas Impressões

A 85ª cerimônia de entrega dos Oscars foi previsível. Lincoln que havia sido indicado em doze categorias foi vitorioso em apenas duas delas, levou a estatueta de design de produção (ainda não entendi o porquê) e é claro Daniel Day-Lewis foi consagrado como melhor ator e se tornou o único com três vitórias nesta categoria.

Em termos de número de estatuetas As Aventuras de Pi saiu na frente e ficou com quatro, dentre elas a de melhor diretor, na única categoria que de fato não se tinha uma certeza sobre quem seria o vencedor, pois como Ben Affleck foi esnobado mesmo tendo sido o destaque de outras premiações, as possibilidades de vitória de todos os concorrentes eram grandes.

A noite foi mesmo de Argo, que faturou as estatuetas de melhor edição, roteiro adaptado e o cobiçado título de melhor filme, categoria que foi apresentada por Jack Nilchoson e Michele Obama (Lembram de Bill Clinton no Globo de Ouro? Pois é, será que rolou alguma inveja?).Tarantino confirmou o favoritismo na categoria de melhor roteiro original e ainda comemorou a vitória de Christoph Waltz.

O anfitrião da noite Seth MacFarlane começou bem, mas ao longo da premiação foi ficando cada vez mais morno e sem graça. Ted no palco fez aquilo que já era esperado com o mesmo humor infame e sexista do filme do qual saiu e pelo bem de todos deveria ter continuado lá.

No quesito homenagens o Oscar deixou a desejar, o singelo tributo aos 50 anos de 007 só não foi mais fraco que a ideia de prestar honrarias aos musicais dos últimos dez anos. Continuo sem entender isso, ora o período áureo dos musicais foi na década de 60, por que homenagear os musicais dos anos 2000 quando estes sequer somam meia dezena?

A única coisa que não faltou mesmo na festa foi glamour, enquanto a moda falar mais alto que os próprios filmes ficará difícil para a Academia provar que o Oscar é uma festa para celebrar o que há de melhor no cinema.

Veja agora algumas imagens que marcaram a premiação:

A apresentação envolvendo todo o elenco de Os Miseráveis

A animação desta vez ficou por conta de Joaquin Phoenix

A apresentação de Adele

Hi-5

A queda de Jennifer Lawrence

Kristen Stewart e suas muletas

Todo o carisma e graça da pequena Quvenzhané Wallis

Um exemplo do “humor” de Seth MacFarlane

Ted

Confira os vencedores

Filme
“Indomável sonhadora”
“O lado bom da vida”
“A hora mais escura”
“Lincoln”
“Os miseráveis”
“As aventuras de Pi”
“Amor”
“Django livre”
“Argo”

Diretor
Michael Haneke (“Amor”)
Benh Zeitlin (“Indomável sonhadora”)
Ang Lee (“As aventuras de Pi”)
Steven Spielberg (“Lincoln”)
David O. Russell (“O lado bom da vida”)

Ator

Daniel Day-Lewis (“Lincoln”)
Denzel Washington (“Voo”)
Hugh Jackman (“Os miseráveis”)
Bradley Cooper (“O lado bom da vida”)
Joaquin Phoenix (“O mestre”)

Atriz
Naomi Watts (“O impossível”)
Jessica Chastain (“A hora mais escura”)
Jennifer Lawrence (“O lado bom da vida”)
Emmanuelle Riva (“Amor”)
Quvenzhané Wallis (“Indomável sonhadora”)

Ator coadjuvante
Alan Arkin (“Argo”)
Christoph Waltz (“Django livre”)
Philip Seymour-Hoffman (“O mestre”)
Robert De Niro (“O lado bom da vida”)
Tommy Lee Jones (“Lincoln”)

Atriz coadjuvante
Amy Adams (“O mestre”)
Anne Hathaway (“Os miseráveis”)
Helen Hunt (“The sessions”)
Jacki Weaver (“O lado bom da vida”)
Sally Field (“Lincoln”)

Roteiro original
Michael Haneke (“Amor”)
Quentin Tarantino (“Django livre”)
John Gatins (“Voo”)
Wes Anderson e Roman Coppola (“Moonrise kingdom”)
Mark Boal (“A hora mais escura”)

Roteiro adaptado
Chris Terrio (“Argo”)
Lucy Alibar e Benh Zeitlin (“Indomável sonhadora”)
David Magee (“As aventuras de Pi”)
Tony Kushner (“Lincoln”)
David O. Russell (“O lado bom da vida”)
Filme estrangeiro
“Amor” (Áustria)
“Kon-tiki” (Noruega)
“O amante da rainha” (Dinamarca)
“No” (Chile)
“War witch” (Canadá)

Animação
“Detona Ralph”
“Frankenweenie”
“ParaNorman”
“Piratas pirados!”
“Valente”

Curta-metragem de animação
“Adam and dog”
“Fresh guacamole”
“Head over heels”
“Maggie Simpson in ‘The Longest Daycare'”
“Paperman”

Edição
“Argo”
“As aventuras de Pi”
“A hora mais escura”
“O lado bom da vida”
“Lincoln”

Fotografia
“007 – Operação Skyfall”
“Anna Karenina”
“As aventuras de Pi”
“Django livre”
“Lincoln”

Efeitos visuais
“As aventuras de Pi”
“Branca de Neve e o caçador”
“O hobbit: Uma jornada inesperada”
“Prometheus”
“Os Vingadores”

Figurino
“Anna Karenina”
“Branca de Neve e o caçador”
“Espelho, espelho meu”
“Lincoln”
“Os miseráveis”

Maquiagem e cabelo
“Hitchcock”
“O hobbit: Uma jornada inesperada”
“Os miseráveis”

Canção original
“Before my time”, de “Chasing ice” – J. Ralph (música e letra)
“Everybody needs a best friend”, de “Ted” – Walter Murphy (música) e Seth MacFarlane (letra)
“Pi’s lullaby”, de “As aventuras de Pi” – Mychael Danna (música) e Bombay Jayashri (letra)
“Skyfall”, de “007 – Operação Skyfall” – Adele (música e letra)
“Suddenly”, de “Os miseráveis” – Claude-Michel Schönberg (música), Herbert Kretzmer (letra) e Alain Boublil (letra)

Trilha sonora original
Dario Marianelli (“Anna Karenina”)
Alexandre Desplat (“Argo”)
Mychael Danna (“As aventuras de Pi”)
John Williams (“Lincoln”)
Thomas Newman (“007 – Operação Skyfall”)

Mixagem de som
“007 – Operação Skyfall”
“As aventuras de Pi”
“Argo”
“Lincoln”
“Os miseráveis”

Edição de som
“007 – Operação Skyfall”
“Argo”
“As aventuras de Pi”
“A hora mais escura”
“Django livre”

Design de produção
“Anna Karenina”
“As aventuras de Pi”
“O hobbit: Uma jornada inesperada”
“Os miseráveis”
“Lincoln”

Melhor curta-metragem
“Asad”
“Buzkashi boys”
“Curfew”
“Death of a shadow (doos van een schaduw)”
“Henry”

Documentário em longa-metragem
“5 broken cameras”
“The gatekeepers”
“How to survive a plague”
“The invisible war”
“Searching for Sugar Man”

Documentário em curta-metragem
“Inocente”
“Kings point”
“Mondays at Racine”
“Open heart”
“Redemption”

Oscar 2013 – Melhor Canção Original

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Nos últimos anos a Academia tem se preocupado cada vez mais com a queda da audiência do Oscar, o que implica em uma diminuição na quantidade de anunciantes e, consequentemente, na arrecadação da festa. Várias tentativas já foram feitas para atrair o público, desde alterações no tradicional script da cerimônia até a convocação de anfitriões com um maior apelo entre os jovens e as indicações de filmes campeões de bilheteria.

Neste ano o grande atrativo do evento, principalmente no quesito musical, será a performance de Adele, vale frisar que é primeira vez que ela cantará ao vivo a sua Skyfall . Tudo isso, é claro, pesa a favor da vitória da inglesa, mas será que ela levará mesmo o Oscar? Na dúvida, confira aqui no THC a análise dos indicados a Melhor Canção Original.

“Before my time”, de “Chasing ice” – J. Ralph (música e letra)

A balada segue a trilha da sua predecessora e vitoriosa I Need To Wake Up, mas ao contrário da música de “Uma verdade Inconveniente”, Before My Time não possui tanto apelo junto ao público, nem mesmo a performance de Scarlett Johansson parece se destacar entre os seus concorrentes.

“Suddenly”, de “Os miseráveis” – Claude-Michel Schönberg (música), Herbert Kretzmer (letra) e Alain Boublil (letra)

Todo mundo sabe que Os Miseráveis é uma musical e é lógico que se não tivesse ao menos uma música entre os indicados isso já seria uma vergonha tremenda. Por mais improvável que possa parecer, os musicais não têm tido um bom desempenho na premiação. A Academia já deixou de mãos abanando filmes como O Fantasma da Ópera, Dreamgirls e Nine. Outro fator que pesa contra a música de Hugh Jackman é que  apesar ser a única canção que não estava originalmente no musical que inspirou o filme, ela não é um dos maiores destaques da película (como esquecer ‘I Dreamed a Dream” na voz e atuação de Anne Hathaway?)

“Skyfall”, de “007 – Operação Skyfall” – Adele (música e letra)

Adele é uma das poucas cantoras que consegue juntar carisma, talento e performances inspiradas. A inglesa está a frente de um dos melhores temas de 007, em um dos períodos mais especiais da franquia que completa 50 anos e será agraciada com um homenagem especial durante a cerimônia de entrega dos Oscars. Muitos pontos positivos pesam a favor da canção que deve sair vitoriosa, a única dúvida que fica é a seguinte: será que Adele vai repetir a cara de “surpresa”  que fez no Globo de Ouro quando foi a ganhadora?

“Everybody needs a best friend”, de “Ted” – Walter Murphy (música) e Seth MacFarlane (letra)

É evidente que Ted fez sucesso e deve ter despertado algum interesse entre os membros da Academia que convocaram o seu criador Seth MacFarlane para ser o anfitrião da festa. Olhando um pouco para o histórico recente dos premiados na categoria, é possível identificar pelo menos dois ganhadores do Oscar (“Man or a Muppet” de The Muppets e “We Belong Together” de Toy Story 3,)  que envolviam pelúcias e coisinhas fofas, porém nenhum deles tinha a classificação indicativa para maiores de 16. Se você está se perguntando porque a música foi indicada, somos dois.

“Pi’s lullaby”, de “As aventuras de Pi” – Mychael Danna (música) e Bombay Jayashri (letra)

O multiculturalismo é uma das bandeiras defendidas pelos votantes do Oscar, por isso não raro vemos a presença de algumas películas ou músicas de outros países, mesmo assim, até hoje apenas três vencedores desta categoria foram canções que não tinha o inglês como idioma original. Mais recentemente, em 2007, a música, também indiana, Jai Ho  de “Quem quer ser um milionário?”  foi a vencedora.

E você, já elegeu a sua música preferida?

Globo de Ouro – Pontos Altos e Baixos

70th Annual Golden Globe Awards - Show

A 70ª cerimônia de entrega dos Globos de Ouro que aconteceu nesse domingo (13) concentrou muitas celebridades, glamour e algumas surpresas entre os premiados. A escolha da dupla de comediantes Tina Fey e Amy Poehler para serem as mestres de cerimônia foi acertada. Amigas de longa data e ex-integrantes do Saturday Night Live, ambas são comediantes bem sucedidas e possuem suas próprias séries de TV.

A superprodução “Lincoln” que havia sido indicada em sete categorias acabou levando apenas a de melhor ator drama pra Daniel Day-Lewis (o que já era esperado). O que não se esperava na cerimônia era que o filme fosse apresentado pelo ex-presidente Bill Clinton, que foi ovacionado pela plateia. Amy Poehler completou: “É o marido da Hilary Clinton!”

Outro ponto alto do evento foi a escolha acertada de Ben Affleck como melhor diretor, o qual agradeceu emocionado e acabou esquecendo algumas pessoas (o que é normal), o que logo foi consertado por sua esposa Jennifer Garner quando ela subiu ao palco para apresentar a próxima categoria de indicados e fez questão de dar uma ajudinha ao marido ao agradecer a George Clooney.

Will Ferrell e Kristen Wiig  brincaram com as indicadas a categoria de melhor atriz em musical/comédia, tentando adivinhar qual era a trama do filme apenas pelo título, apesar de eles terem afirmado que: “Nós assistimos a TODOS os indicados”. A música ficou por conta de Adele, que pareceu extramente surpresa ao receber o Globo de Ouro por Skyfall.

Teve ainda Tarantino recebendo o Globo de Ouro por melhor roteiro e explicando como funciona o seu método de elaboração das tramas. Ele revelou que lê para os amigos em voz alta, repetidas vezes, o que escreveu, muito embora nem sempre esteja aberto a ouvir críticas.

Jodie Foster ao receber o prêmio Cecil B. DeMille por sua carreira fez a plateia rir e chorar. Ao subir no palco disse: “Eu espero que vocês não fiquem desapontados com o fato de que não vou sair do armário aqui nesta noite. Já fiz isso mil anos atrás..” Criticou a forma com a vida das celebridades é constantemente vigiada como se fosse um reality show, e garantiu: “Minha vida daria um reality show muito chato.” Anunciou a aposentadoria dos palcos e ao final agradeceu a sua família moderna e à sua mãe.

Os pontos baixos da premiação foram a cara de “animação” de Tomy Lee Jones; a entrega do prêmio de melhor filme estrangeiro por Arnold Schwarzenegger e Sylvester Stallone; a falta de química e timing da dupla Salma Hayek e Paul Rudd; “Frankenweenie”  ter perdido para “Valente” e  Daniel Day-Lewis ter seu discurso interrompido por aquela música insuportável feita para “expulsar” os premiados do palco.

Em suma a premiação foi bem diversificada e apesar das tentativos dos membros da academia  (Oscar) de ofuscar o brilho da cerimônia ao anunciar os seus indicados antes da premiação do Globo de Ouro, as coisas fluíram bem. Confira abaixo os ganhadores.

Melhor filme (drama)
Argo

Melhor filme (musical / comédia)
Os Miseráveis

Melhor ator (drama)
Daniel Day-Lewis – Lincoln

Melhor atriz (drama)
Jessica Chastain – A Hora Mais Escura

Melhor ator (musical / comédia)
Hugh Jackman – Os Miseráveis

Melhor ator coadjuvante
Christoph Waltz – Django Livre

Melhor atriz coadjuvante
Anne Hathaway – Os Miseráveis

Melhor atriz (musical / comédia)
Jennifer Lawrence – O Lado Bom da Vida

Melhor roteiro
Quentin Tarantino – Django Livre

Melhor diretor
Ben Affleck – Argo

Melhor longa animado
Valente

Melhor Filme Estrangeiro
Amor (Áustria)

Melhor trilha sonora original
Mychael Danna -As Aventuras de Pi

Melhor canção original
“Skyfall” – 007 – Operação Skyfall

Melhor série (comédia / musical)
Girls

Melhor atriz em série musical ou de humor
Lena Dunham – Girls

Melhor série (drama)
Homeland

Melhor ator em série dramática
Damian Lewis – Homeland

Melhor atriz em série dramática
Claire Danes – Homeland

Melhor ator em série musical ou de humor
Don Cheadle – House of Lies

Melhor minissérie ou telefilme
Game Change

Melhor atriz coadjuvante em série, minissérie ou telefilme
Maggie Smith – Downton Abbey

Melhor ator coadjuvante em série, minissérie ou telefilme
Ed Harris – Game Change

Melhor atriz em uma minissérie ou telefilme
Julianne Moore – Game Change

Melhor ator em uma minissérie ou telefilme
Kevin Costner – Hatfields & McCoys

Mais alguns momentos hilários…

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Globo de Ouro – Melhor Filme Drama

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A categoria de Melhor Filme Drama é a mais aguardada da noite de premiações do Globo de Ouro que acontece hoje, talvez porque estas películas causem mais impacto e exijam mais de seus atores. A disputa nessa categoria deve se concentrar entre os gigantes “Argo”, “Lincon” e “A hora mais escura”. Coincidentemente todos os indicados também estão na disputa pelo Oscar de melhor filme. Que tal conhecer um pouco mais sobre eles? O THC te ajuda! Olha só a nossa opinião sobre cada um deles.

Argo (Argo,2012)

Ben Affleck desde que assumiu a carreira de diretor tem mostrado que leva jeito pra coisa. O seu novo filme Argo, que é baseado em fatos reais, traz a história da operação da CIA para recuperar 6 diplomatas americanos que ficaram presos no Irã em 1979 durante o governo do aiatolá Khomeini. O plano engenhoso é o seguinte, criar um filme falso chamado “Argo” e fazer com que o especialista em fugas Tony Mendez (Ben Affleck) entre no país e saia de lá com os refugiados que deverão se apresentar como a equipe de produção do filme. A trama é engenhosa e bem desenvolvida, Affleck optou por fazer um filme patriótico sem os excessos comumente encontrados em outras películas e obteve um resultado exemplar.

Django Livre (Django Unchained, 2012)

O novo filme de Tarantino não é superior ao seu trabalho anterior (Bastardos Inglórios), mas é uma bem sucedida homenagem aos filmes de Sergio Leoni, desde os créditos iniciais até a presença na trilha sonora das composições de Ennio Morricone (colaborador fiel de Leoni). O filme, como não poderia deixar de ser, é sanguinolento e repleto de humor negro. A violência gráfica de Tarantino ganha contornos impressionantes, cada tiro ou briga é acompanhado por muitos esguichos de sangue. A trilha sonora é um verdadeiro mix, vai desde o hip hop até os temas mais clássicos dos faroestes spaghetti. Não há aqui o luxuoso elenco internacional de Bastardos Inglórios, mas Christoph Waltz, Leonardo diCaprio, Samuel L. Jackson e Jamie Foxx dão conta do recado.Para os fãs do diretor, há até uma participação especial dele no filme.

As Aventuras de Pi (Life of Pi, 2012)

O filme de Ang Lee é belo e inspirado.O roteiro narra as aventuras de Piscine Molitor Patel, ou simplesmente Pi, como se justificará (de forma divertida) ao longo do filme a sua razão de ser. O garoto é filho dos donos de um zoológico localizado em Pondicherry, na Índia, e em virtude de dificuldades financeiras os personagens decidem se mudar para o Canadá, viajando a bordo de um cargueiro que também transporta a grande maioria dos animais do zoo. Durante o percurso o navio naufraga e Pi consegue sobreviver em um barco salva-vidas, onde logo descobrirá que terá que dividir o espaço com uma zebra, um orangotango, uma hiena e um tigre de bengala chamado Richard Parker, o qual vai aos poucos pondo fim à vida dos outros animais que estão ali. Para saber mais sobre filme, leia aqui a minha crítica feita para o lounge do obvious.

Lincoln (Lincoln, 2012)

Steven Spielberg em seu novo filme conta um capítulo importante da história dos Estados Unidos. A película em alguns momentos é cansativa porque envolve muitos diálogos que exigem a atenção do espectador, afinal se narra aqui a luta pela aprovação da emenda anti-escravidão, por isso há debates no Congresso, muitas articulações e, é claro, muita história. A atuação de Daniel Day-Lewis como Lincoln é impressionante, desde a transformação física do ator até a interpretação contida e incisiva do presidente que fizera história em sua nação.

A Hora Mais Escura (Zero Dark Thirty, 2012)

A busca por Bin Landen foi tão minuciosa e envolta de mistério que de fato daria um bom filme, por isso Kathryn Bigelow resolver levar a história para as telonas só que em uma abordagem diferente, ela iria falar sobre o insucesso da caça ao terrorista, eis que, no meio da produção, o inimigo público número um dos EUA é encontrado e assassinado. Mark Boal (Guerra ao Terror) teve então que reescrever toda a trama. O resultado foi bastante positivo e o filme gerou protestos por ter exposto os métodos de tortura da CIA, mesmo que agência tenha negado ter feito isso e dito que tudo aquilo era apenas uma “dramatização” dos acontecimentos. Como muita coisa da operação ainda é sigilosa, a película de Bigelow é uma boa oportunidade para se ter ao menos uma noção do que se passou durante a caçada ao terrorista. Jessica Chastain impressiona por sua atuação precisa e objetiva de Maya a agente da CIA que liderou a operação.

Com tantas produções de alto nível na disputa pela estatueta fica difícil eleger a melhor, mas levando em conta a ascensão de Ben Affleck e sua bem sucedida aposta na carreira de diretor nós aqui no THC estamos torcendo por Argo. E você, já elegeu o seu preferido?

Globo de Ouro – Melhor Filme Musical ou Comédia

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Diferentemente do Oscar, o Globo de Ouro divide a categoria de Melhor filme em: Melhor filme drama e Melhor filme comédia ou musical. A separação ajuda a tornar a premiação mais justa porque faz com que os indicados concorram com  filmes do mesmo gênero.

Dentre os nomeados a Melhor Filme Comédia ou Musical, há grandes produções como “Os Miseráveis” e filmes menores como “O Exótico Hotel Marigold”. Ainda na disputa pela estatueta há a grande surpresa “Amor Impossível” tido como o “azarão” da premiação. O THC assistiu todos os indicados e divide agora com vocês as nossas impressões.

O Exótico Hotel Marigold (The Best Exotic Marigold Hotel, 2011)

Que tal reunir um conjunto de atores experientes e consagrados e fazer uma comédia despretensiosa? Partido desta excelente ideia surge o Exótico Hotel Marigold. Apesar de ser repleto de clichês e demorar um pouco para decolar, a película de John Madden (Shakespeare Apaixonado,1997) se segura em razão do seu elenco de veteranos que sabem que não estão ali para fazer um grande filme e sim para se divertir e relaxar, porque afinal atores do cacife de Bill Nighy, Maggie Smith, Tom Wilkinson e Judi Dench podem se dar a este luxo de não se levarem a sério. As chances do filme são ínfimas, mas surpresas podem acontecer.

Os Miseráveis (Les Misérables,2012)

A adaptação da consagrada obra de Victor Hugo, ganha aqui proporções fantásticas que vão desde a monumental cena de abertura, até as excelentes atuações de Hugh Jackman, Russell Crowe e Anne Hathaway (em uma performance inspirada). Praticamente todos os diálogos do filme são musicados, o que faz com que o espectador seja transportado para os palcos da Broadway. Os cenários escuros e sujos remetem a degradação da França pré-revolução e ajudam a compor a atmosfera densa da película, suavizada pelos bons momentos cômicos a cargo de Sacha Baron Cohen e Helena Bonham Carter. Os Miseráveis é um candidato fortíssimo à estatueta, a iniciativa de recuperar um gênero (musicais) que fez sucesso na Hollywood dos anos 50 é uma aposta que deve ser incentivada.

Moonrise Kingdom (Moonrise Kingdom, 2012)

O novo filme de Wes Anderson é simpático e atraente. A atmosfera surreal de seus personagens ajuda a contar a estória do casal de pré-adolescentes que busca viver um amor impossível e para isso trilham uma jornada pela ilha onde moram. A direção de arte e a trilha sonora são achados à parte. Para aproveitar essa experiência cinematográfica o espectador deve deixar a sua imaginação livre e desfrutar de toda a criatividade e a beleza retrô da película. Moonrise Kingdom conquistou boa parte da crítica e tem chances de sair vitorioso.

Amor Impossível (Salmon Fishing in the Yemen, 2011)

A grande surpresa da premiação, Amor Impossível é uma comédia romântica suave e despretensiosa, o filme começa bem e vai perdendo um pouco de fôlego ao logo da projeção, mas consegue chegar ao final com um resultado satisfatório. A estória do xeique milionário que tenta implementar a pesca de salmão no meio do deserto e para isso requer que sua assistente (Emily Blunt) peça a ajuda do especialista em peixe e pesca Dr. Alfred Jones (Ewan McGregor), funciona bem devido à interação do seu casal de protagonistas. Há até um pouco de espaço para Kristin Scott Thomas brilhar com sua hilariante personagem “linha-dura”. Um bom filme para se assistir como uma mera forma de entretenimento, a regra básica para apreciá-lo é não esperar muito da trama.

O Lado Bom da Vida (Silver Linings Playbook, 2012)

Uma das boas novidades deste ano, O Lado Bom da Vida conta a estória de Pat Solitano Jr. (Bradley Cooper) um bipolar que acaba de sair de uma clínica de reabilitação e tenta voltar para a vida “normal”, em sua jornada encontra Tiffany (Jennifer Lawrence), uma garota problemática em busca da superação da morte do marido. A interação entre os jovens protagonistas proporciona momentos divertidos e diálogos inspirados. Confesso que estava ansioso para assistir o filme em razão da sua boa aceitação nesta temporada de premiações. Minhas expectativas eram altas e mesmo assim, felizmente, não me decepcionei.

Globo de Ouro – Melhor Animação

As animações não são mais só coisa de criança, elas cresceram e hoje se tornaram universais carregando lições não só para os pequenos como também para os adultos. Cada vez mais sofisticadas, elas usam e abusam de todas as formas possíveis de ferramentas de entretenimento, neste ano todos os indicados na categoria de melhor animação tiveram o seu lançamento em 3D e, fora alguns casos em particular, souberam fazer um bom uso desta ferramenta.

A Disney, após o desempenho pífio do ano passado quando apenas “Carros 2” recebeu uma nomeação,  conseguiu emplacar 3 de suas produções na lista de indicados (Valente, Frankenweenie e Detona Ralph).  A equipe do THC conferiu os nomeados e apresenta agora as nossas impressões.

Valente (Brave,2012)

A primeira protagonista de um filme da Pixar esbanja personalidade, carisma e rebeldia. Talvez muitas crianças não consigam se identificar com a personagem, mas adolescentes ou que já passou desta fase, vai encontrar em Merida o seu alter ego . A estória da princesa que se revolta contra as convenções/tradições impostas por sua mãe e aspira a liberdade poderia reder muito, porém acaba recaindo nas convenções do gênero. O uso do 3D é contido, mas nem por isso menos interessante, as florestas da Escócia e a densa cabeleira da protagonista são as principais proezas técnicas do filme.

Frankenweenie (Frankenweenie,2012)

Tim Burton está de volta ao mundo da animação em uma película extremamente saudosista, que faz referências a alguns clássicos de terror nos anos 30, dentre eles Frankenstein. Completamente rodado em preto e branco, o filme é gracioso e repleto das excentricidades de seu diretor que não poupa esforços para tentar derramar as lágrimas dos espectadores. A trama, uma adaptação de um curta de 1984 do próprio cineasta, conta a estória do amor incondicional de um menino por seu cachorro, levado ao extremo quando o garoto ressuscita o animal morto em um atropelamento. Há aqui boas doses de humor negro combinadas ao criativo uso do stop motion que juntos fazem um dos melhores filmes da carreira de Burton.

Hotel Transsilvânia (Hotel Transylvania, 2012)

Uma verdadeira desconstrução das lendas de terror, “Hotel Transilvânia” parte de uma premissa interessante, porém acaba se transformando em uma trama fútil e repetitiva que não empolga, nem o 3D consegue fazer alguma diferença. Não conseguimos enxergar aqui alguma coisa que faça com que este filme seja digno de receber a estatueta do Globo de Ouro. Caso ele não esteja amanhã (10) na lista de indicados ao Oscar, não será uma grande surpresa.

A Origem dos Guardiões (Rise of the Guardians, 2012)

Confesso que me surpreendi com “A Origem dos Guardiões”, esperava menos do filme. Na trama, como se fosse uma espécie de “Vingadores”, os Guardiões (Papai Noel, Coelho da Páscoa, Fada do Dente, Sandman e Jack Frost) se reúnem para combater o Bicho-papão que ameaça acabar com todos os sonhos das crianças. O filme agrada especialmente aos pequenos (que ainda acreditam nesses personagens), para o restante do público a sensação presente é a de uma constante nostalgia. O 3D é muito bem utilizado, proporcionando cenas de tirar o fôlego e momentos de uma beleza singular. Não fosse a sua superficialidade, a película sem dúvida se sairia muito bem na premiação.

Detona Ralph (Wreck-It Ralph, 2012)

Detona Ralph agrada principalmente aos gamers saudosistas, o filme traz vários personagens dos jogos clássicos e atuais, é como se fosse um Toy Story para uma nova geração, onde os brinquedos são substituídos pelo mundo virtual dos jogos. A película traz um debate interessante sobre a forma como constantemente a sociedade tende rotular as pessoas (já escrevi sobre isso na minha página no Obvious Lounge, confira aqui). A luta de Ralph para deixar de ser um vilão é divertida, pontuada por alguns momentos de reflexão e cheia de personagens fofos (que por sinal é uma das especialidades da Pixar ). O filme é um forte concorrente ao prêmio de sua categoria.

A disputa na categoria de Melhor Animação está acirradíssima, nós aqui no THC acreditamos que o prêmio deva ficar entre “Detona Ralph” ou “Frankenweenie”, que por sinal é o nosso favorito. E vocês, já escolheram algum?