Globo de Ouro – Melhor Filme Musical ou Comédia

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Diferentemente do Oscar, o Globo de Ouro divide a categoria de Melhor filme em: Melhor filme drama e Melhor filme comédia ou musical. A separação ajuda a tornar a premiação mais justa porque faz com que os indicados concorram com  filmes do mesmo gênero.

Dentre os nomeados a Melhor Filme Comédia ou Musical, há grandes produções como “Os Miseráveis” e filmes menores como “O Exótico Hotel Marigold”. Ainda na disputa pela estatueta há a grande surpresa “Amor Impossível” tido como o “azarão” da premiação. O THC assistiu todos os indicados e divide agora com vocês as nossas impressões.

O Exótico Hotel Marigold (The Best Exotic Marigold Hotel, 2011)

Que tal reunir um conjunto de atores experientes e consagrados e fazer uma comédia despretensiosa? Partido desta excelente ideia surge o Exótico Hotel Marigold. Apesar de ser repleto de clichês e demorar um pouco para decolar, a película de John Madden (Shakespeare Apaixonado,1997) se segura em razão do seu elenco de veteranos que sabem que não estão ali para fazer um grande filme e sim para se divertir e relaxar, porque afinal atores do cacife de Bill Nighy, Maggie Smith, Tom Wilkinson e Judi Dench podem se dar a este luxo de não se levarem a sério. As chances do filme são ínfimas, mas surpresas podem acontecer.

Os Miseráveis (Les Misérables,2012)

A adaptação da consagrada obra de Victor Hugo, ganha aqui proporções fantásticas que vão desde a monumental cena de abertura, até as excelentes atuações de Hugh Jackman, Russell Crowe e Anne Hathaway (em uma performance inspirada). Praticamente todos os diálogos do filme são musicados, o que faz com que o espectador seja transportado para os palcos da Broadway. Os cenários escuros e sujos remetem a degradação da França pré-revolução e ajudam a compor a atmosfera densa da película, suavizada pelos bons momentos cômicos a cargo de Sacha Baron Cohen e Helena Bonham Carter. Os Miseráveis é um candidato fortíssimo à estatueta, a iniciativa de recuperar um gênero (musicais) que fez sucesso na Hollywood dos anos 50 é uma aposta que deve ser incentivada.

Moonrise Kingdom (Moonrise Kingdom, 2012)

O novo filme de Wes Anderson é simpático e atraente. A atmosfera surreal de seus personagens ajuda a contar a estória do casal de pré-adolescentes que busca viver um amor impossível e para isso trilham uma jornada pela ilha onde moram. A direção de arte e a trilha sonora são achados à parte. Para aproveitar essa experiência cinematográfica o espectador deve deixar a sua imaginação livre e desfrutar de toda a criatividade e a beleza retrô da película. Moonrise Kingdom conquistou boa parte da crítica e tem chances de sair vitorioso.

Amor Impossível (Salmon Fishing in the Yemen, 2011)

A grande surpresa da premiação, Amor Impossível é uma comédia romântica suave e despretensiosa, o filme começa bem e vai perdendo um pouco de fôlego ao logo da projeção, mas consegue chegar ao final com um resultado satisfatório. A estória do xeique milionário que tenta implementar a pesca de salmão no meio do deserto e para isso requer que sua assistente (Emily Blunt) peça a ajuda do especialista em peixe e pesca Dr. Alfred Jones (Ewan McGregor), funciona bem devido à interação do seu casal de protagonistas. Há até um pouco de espaço para Kristin Scott Thomas brilhar com sua hilariante personagem “linha-dura”. Um bom filme para se assistir como uma mera forma de entretenimento, a regra básica para apreciá-lo é não esperar muito da trama.

O Lado Bom da Vida (Silver Linings Playbook, 2012)

Uma das boas novidades deste ano, O Lado Bom da Vida conta a estória de Pat Solitano Jr. (Bradley Cooper) um bipolar que acaba de sair de uma clínica de reabilitação e tenta voltar para a vida “normal”, em sua jornada encontra Tiffany (Jennifer Lawrence), uma garota problemática em busca da superação da morte do marido. A interação entre os jovens protagonistas proporciona momentos divertidos e diálogos inspirados. Confesso que estava ansioso para assistir o filme em razão da sua boa aceitação nesta temporada de premiações. Minhas expectativas eram altas e mesmo assim, felizmente, não me decepcionei.

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