Globo de ouro – Melhores filmes estrangeiros

A categoria dedicada aos filmes estrangeiros representa um pouco do cinema que é produzido fora de Hollywood, são tantas produções que fica até injusto reduzir a apenas 5 indicados o que, consequentemente, deixa muita coisa boa de fora.Entre os nomeados aos Golden Globes deste ano é possível identificar algo em comum, entre eles há narrativas sobre superação das adversidades (Os intocáveis, Ferrugem e osso e Amor) e dramas de época  (Kon-tiki e O amante da Rainha), mas entre essas películas quais realmente se destacam? Assistimos os indicados e apresentamos abaixo as nossas impressões.Confere comigo!

Amor (Amour,Aústria,2012)

O novo filme do diretor Michael Haneke (A fita branca e Caché) é desenvolvido em um ritmo lento (o que pode não agradar aos mais impacientes) para acompanhar o cotidiano do casal de velhinhos que protagonizam a estória. Como o próprio título já evoca, o tema central aqui é a incrível relação de afeto e cumplicidade existente entre o casal, que é fortalecida ainda mais depois que  Anne (Emmanuelle Riva) sofre um acidente que a afeta fisicamente, debilitando-a e fazendo com que o seu marido Georges (Jean-Louis Trintignant) esforce-se para tentar adaptar-se à doença degenerativa que ataca impiedosamente o amor da sua vida. A ausência de trilha sonora e a opção pelos ângulos de filmagem imprimem um tom documental à narrativa. Amor é um forte candidato à estatueta, um filme por excelência que retrata de forma livre e honesta os augúrios de seus personagens.

O Amante da Rainha (En Kongelig Affære, Dinamarca, 2012)

A história da rainha Caroline Mathilde que traiu o insano rei da Dinamarca Christian VII com o médico pessoal da corte Dr. Struensee, possui o que a maioria dos filmes de época tem: uma bela direção de arte, figurinos pomposos e uma boa fotografia. Não conseguimos encontrar aqui algo que torne este filme um merecedor do globo de ouro da categoria em que está concorrendo. No final a sensação que nos tomou conta foi a de mais um filme sobre a nobreza real.

Intocáveis (Intouchables, França, 2011)

Sucesso de público e crítica, Intocáveis é um filme agradável e divertido. Baseado na história real do empresário tetraplégico Philippe Pozzo di Borgo interpretado por (François Cluzet) que, contrariando a todos, contrata o ex-presidiário Driss (Omar Sy) para ser o seu auxiliar. O filme encontra a seu ponto de apoio na interação de seus protagonistas e no roteiro equilibrado que harmoniza as diferentes realidades de seus personagens, evitando assim recair em demasia na discussão sobre as desigualdades. Apesar de ser o provável ganhador da disputa, o filme não nos atraiu completamente.

Kon Tiki (Kon Tiki,Noruega, Reino Unido, Dinamarca, 2012)

A história do explorador Thor Heyerdal (Pål Sverre Valheim Hagen) que, em 1947, percorreu mais de quatro mil milhas em uma balsa de madeira no Oceano Pacífico é bem desenvolvida e destaca-se pela proeza técnica dos trabalhos de filmagem da balsa no mar, além do roteiro e da direção de Joachim Rønning e Espen Sandberg que conseguem fazer com que as cenas rodadas a bordo da expedição (boa parte do filme) não se tornem enfadonhas em virtude da limitação do cenário (a balsa). Apesar da sua qualidade não apostamos nossas fichas nesse filme, pois ele não possui o apelo internacional de seus dois principais concorrentes (Amor e Intocáveis) o que infelizmente é levando em conta pelos votantes.

Ferrugem e osso (De Rouille et D’os, França 2012)

O ponto de apoio principal desta película são as atuação de Marion Cottillard (também indicada na categoria de melhor atriz drama) e de Matthias Schoenaerts que repete aqui um papel semelhante ao de seu trabalho anterior em Bullhead (2011). A estória de amor entre Stéphanie, a treinadora de baleias que perde parte de suas pernas em um acidente de trabalho, e do lutador de rua Ali é envolvente e sedutora, exigindo de seus protagonistas uma entrega total aos seus personagens. Ferrugem e osso apesar de sua qualidade pode causar estranheza em virtude da sua visceralidade e crueza (características que também comprometeram o desempenho de “A pele que habito” na premiação passada), isso pode reduzir as chances do filme levar a estatueta.

Como toda premiação, o Globo de Ouro pode reservar algumas surpresas e quem sabe (para bem ou para o mal) os favoritos  possam ser desbancado pelos outros indicados. Nós torcemos pela vitória de Amor e vocês?

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