Estilista investe em roupas produzidas por bactérias(!)

Não, você não leu errado! Um tecido ecologicamente correto, produzido com a “mãozinha” de bactérias é a aposta de uma estilista londrina em prol da natureza. Em uma época em que cada vez mais empresas investem pesado na sustentabilidade, falar aqui sobre consumo consciente não é nenhuma novidade. Lembra quando falei aqui do QMilch, um tecido feito a partir de fibras do leite? Então, a novidade agora é o Kombuchá, o tecido produzido por bactérias(!) Confesso que quando fui ler sobre o assunto fiquei meio apavorada (e com nojo) da idéia, mas como uma entusiasta da moda eco-friendly, acabei virando fã do projeto, intitulado Biocouture.
A descoberta do Kombuchá é fruto de uma pesquisa da designer Suzanne Lee para a conceituada faculdade de moda Saint Martins, em Londres. O processo consiste em adicionar uma colônia de bactérias num recipiente com chá verde e açúcar para que, num processo de fermentação, as bactérias produzam nanofibras de celulose. Após duas ou três semanas, forma-se uma película sobre o líquido, que é colhida e então, secada ao ar livre. Feito isso, o tecido está pronto para ser moldado, cortado e costurado, e o resultado é um tecido  semelhante ao couro vegetal.
Esse tecido pode ainda ser tingido usando pigmentação natural extraída de frutas e vegetais. Genial, não? Pois é, só existe um “porém”: o Kombuchá não é à prova d’água. O uso do Kombuchá em dias úmidos tornaria o tecido extremamente pesado, resultando no rompimento das costuras. Mas o bom é que as pesquisas de Suzanne não param por aí e a proposta é criar para a indústria do vestuário alternativas que possibilitem uma redução do impacto ambiental resultante do consumo desenfreado.

Jaqueta produzida com o Kombuchá

Para conhecer um pouco mais sobre o trabalho de Suzanne Lee, assista ao vídeo:

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