Robert Crumb, um quadrinhista único.

Conheci o trabalho de Robert Crumb através de pesquisa na internet. Seu nome logo apareceu quando procurei por quadrinhos com temas mais sérios e conteúdos relevantes. O estilo de suas HQs ficou conhecido como “alternativo”, exatamente por mudar a temática infantil. Crumb e seu trabalho são importantes porque ele foi o primeiro, ou um dos primeiros, a fazer o que os outros quadrinistas não faziam: escrever para adultos. Isso ocorreu nos anos 60, época do surgimento do movimento hippie e auge do uso de drogas alucinógenas, como o LSD e maconha, drogas essas que influenciaram o trabalho de Robert naquele período. Apesar de ser associado até hoje ao movimento hippie, Crumb nunca fez parte dele. Seus desenhos, todavia, vão além desse ideologia.
 Robert Crumb teve uma infância difícil, em casa seus pais brigavam frequentemente, no colégio teve problemas com as garotas e com os “bonitões”, aqueles que se achavam uma mistura de James Dean com Rocky Balboa. Sua educação religiosa foi muito repressora, algo que na adolescência foi perturbador pois era considerado errado ter desejo sexual, o que só colaborou para que mais tarde ele se tornasse um adulto viciado em sadismo, fetichismo, entre outras coisas…
 Mulheres não se assustem, ele tem um caso de amor e ódio com vocês, porém quem não quiser saber dos problemas dele com o sexo feminino em particular, eu indico a leitura desses livros: “Bob & Harv, dois anti-heróis americanos” (roteiro de Harvey Pekar, amigo de Crumb), “Gênesis” (versão de Robert para o primeiro livro da Bíblia), “Kafka de Crumb” ( ainda não li, é uma biografia diferenciada com texto de David Zane Mairowitz) e por último, “Blues” ( uma boa aula sobre o estilo musical do Mississippi). Ainda não tive a oportunidade de conhecer, porém já sugiro que procurem também pela Graphic Novel de Aline Crumb, esposa de Robert, “Essa Bunch é um Amor”.

O casal de quadrinhistas esteve no Brasil em 2010 para a FLIP, uma das maiores feiras literárias do país, que acontece em Paraty-RJ. Outra informação que deixa feliz quem gosta da família Crumb, é que a filha do casal, Sophie , também tem o gosto pelo desenho e arte, a garota tem um blog que nos deixa com vontade de uma publicação dela em livro.
 O velho homem também tem um lado musical bem aflorado, ele é músico, tem uma banda que só toca música antiga, como ragtime, e coleciona discos antigos dos anos 20 e 30. Para os mais interessados na pessoa de R. Crumb, assista ao documentário “Crumb”, que pode ser encontrado em livrarias ou baixado na internet, como eu fiz.

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3 Comentários

  1. jemagazine

    Gente, muito impactante o trabalho dele enh?
    Gostei! Vou procurar saber mais 😀

    Beijão

  2. Gostei muito do trabalho dele!!!
    ótimo post!!!
    beijoss

  3. Raimundo

    Conheci o Crumb atravéz do Angeli, que tem os trabalhos muito bom também.

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