Literatura em revista

Publicações dos quatro cantos do nosso país, abordando poesia e arte como um todo tiveram um boom nos anos 2000. De Norte a Sul, poetas e designers têm sido heróis, pois o apoio privado é muito restrito e projetos com uma visão diferenciada e provocante são algo em que, dificilmente, grandes empresários apostam. Tais projetos viram realidade graças ao poder público, leis de incentivo e ajuda de amigos, muitas vezes colaborando com a parte gráfica, um texto, ou até mesmo um anúncio publicitário. Enfim, ser artista no Brasil exige muita ralação, como o  álbum da banda Macaco Bong, de Cuiabá, define: “Artista igual Pedreiro“.


A Babel é uma revista que teve ínicio em 2000, publicada em Santos-SP. De acordo com seu editor, Ademir Demarchi, “Tal como seu nome, ela foi pensada como objeto conceitual e desierarquizante para publicar e pensar poesia contemporânea, nacional e estrangeira, de forma abrangente, sem determinações de grupo ou estéticas”. Infelizmente teve seu fim no ano de 2004.
Em Lodrina-PR, os escritores e jornalistas Rodrigo Garcia Lopes e Marcos Losnak formaram parceria ao também escritor e jornalista Ademir Assunção para realizar um sonho que viria a ser a revista Coyote. “A revista quer representar uma intervenção cultural e uma lufada de criatividade e radicalidade no cenário artístico brasileiro. Tem sido uma enorme aventura editar a revista nesses anos todos, sobretudo sabendo da dificuldade que projetos literários independentes encontram no Brasil”, ressalta Lopes. A primeira edição saiu em 2002 e, até hoje, resiste ao tempo. Outros exemplos de publicações literárias que seguem essa linha: Ácaro (SP), ET Cetera (PR), Irarana (BA).

Confiram entrevista com os editores da revista Coyote e do jornal literário Rascunho falando um pouquinho sobre essas publicações independentes:

Por Renan Correia.

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2 Comentários

  1. enfins

    Ótima dica, adoro revistas que passam conteúdos mais elaborados e não só sobre qual vai ser a dieta milagrosa da próxima estação.

  2. É uma pena o Brasil não investir mais em publicações como essas. Sou fã, adoro ler esse tipo de conteúdo sobre arte.


    Camila Faria

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