Xavier Dolan

É inspirador encontrar pessoas especiais que fazem a diferença nesse mundo às vezes tão vazio e monocromático. Seja com relação a pessoas próximas, a algum colega de turma que você só passa a conhecer melhor depois de algumas semanas ou meses, seja uma criança que te surpreende com alguma atitude madura e responsável, ou com relação a algum talento que nos passe boas referências e nos inunde de cultura.

Xavier Dolan-Tadros é um ator, roteirista, diretor canadense da cidade de Montreal e uma dessas pessoas especiais capazes de mostrar uma imensa bagagem de idéias, entender tão bem a relação humana e transcrever para seus filmes com várias influências de seus gostos pessoais que estão bem alto nível para um garoto de apenas 21 anos. Xavier escreveu o roteiro de seu primeiro filme, “J’ai Tué Ma Mère” (traduzido para o português como Eu Matei a Minha Mãe) de 2009 com apenas 16 anos. Eu Matei Minha Mãe traz Hubert (o próprio Xavier) como um adolescente egoísta em conflito com a mãe onde ambos discutem aos gritos em qualquer conversa, seja no carro ou na hora das refeições. A estética do filme está longe dos padrões de Hollywood, mas não diferente de forma negativa e sim capaz de surpreender qualquer amante da sétima arte.

Depois de ter conquistado a crítica e receber três prêmios em Cannes, Xavier não descansou e em 2010 nos faz questionar sobre como seria estar com alguém que idealizamos ideal, também sobre como podemos ser egoístas quando nos interessamos por alguém. “Les Amours Imaginaires” (Em português como Os Amores Imaginários) vem cheio de referências a personalidades do cinema como James Dean, referência a moda, uma trilha sonora de bom gosto e uma participação mínima do ator francês Louis Garrel. Dessa vez, além do egoísmo dos personagens principais, há uma relação de amor platônico, o que faz ser criado um triângulo amoroso somente na percepção dos dois protagonistas inseparáveis vividos por Dolan e Monia Chokri. Por esse filme, Xavier foi premiado com o Regards Jeunes Prize no festival de Cannes de 2010.

Dolan tem ainda muito o que contar com seus enquadramentos de câmera poéticos, sobre suas interpretações nada literais de assuntos corriqueiros, sobre como viver nesse mundo tentando deixar as coisas mais bonitas.

Por Diego.

1 Comment

  1. Fenelon

    ahh sim! ficou incrível o post. o Dolan realmente é um gênio, obrigado por me apresentar 😀

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